25 de abril de 2008

Think Free, Splashup, Google Docs, etc

Li uma vez em algum lugar (e tenho observado que é verdade) que há uma tendência de que os softwares como nós os conhecemos, instalamos e utilizamos hoje cheguem até nós e sejam utilizados e licenciados através de um outro suporte: a web. Não estou aqui falando do fato de você comprar uma licença do CorelDRAW pelo site da empresa e instalá-la em seu computador. A mudança é bem mais radical e, para variar, os Opensources sairam na frente.

A primeira vez em que ouvi algo do tipo foi quando, na coluna do Sérgio Maggi no caderno InfoETC do jornal O Globo, o jornalista indicou o Think Free (www.thinkfree.com). Este site possui nele uma suíte similar ao MSOffice que permite não só a edição de documentos de texto, como planilhas e apresentações, como também oferece 1GB de espaço para o usuário gravar os seus documentos. Alguém poderia perguntar por que usar este tipo de solução, já que há muito existem similares gratuitos de pacotes office como o OpenOffice/BROffice, por exemplo. Na verdade, a grande virtude do Think Free é justamente a característica de ele rodar direto no browser e você poder carregar tanto documentos que estejam em seu computador, quanto documentos que estejam gravados no site. Um exemplo prático de sua utilização aconteceu comigo quando precisei utilizar um Mac velhinho e com pouquíssimos recursos, que estava na minha rede, para editar arquivos .DOC. Mesmo sendo em um computador antigo, não-Windows e com espaço em HD limitadíssimo, o Think Free rodou e cumpriu o que prometeu.

Tempos depois o Google, que cada vez mais bate um bolão em soluções pro dia-a-dia (on e offline), lançou o Google Docs (http://docs.google.com) que também oferece os mesmos recursos e, claro, vem com um mecanismo de busca embutido, que facilita e muito a localização de documentos arquivados online e/ou compartilhados.

Ontem, navegando com o Stumble Upon (veja o post http://fernandoramosfe.blogspot.com/2008/03/stumble-upon.html), foi a vez de eu descobrir o Splashup (www.splashup.com), um simpático programinha que, digamos, seria um Photoshop enxuto (enxutíssimo, pra ser mais exato). Quem está acostumado com a interface e os recursos das versões mais atuais do programa da Adobe, como as suítes CS2 ou CS3, certamente achará o Splashup bastante restrito, todavia é bem provável que não seja objetivo dos desenvolvedores deste programa concorrerem com a gigante dos softwares gráficos e, certamente, os usuários profissionais não trocarão um pelo outro, por razões óbvias.

De qualquer forma, foi uma grata surpresa descobrir e experimentar o Splashup. Ele oferece suporte a camadas, efeitos, redimensionamento de imagem, crop, seleção, arrastar-e-soltar entre imagens, entre outras ferramentas, isso tudo online, sem a necessidade de se instalar nada no HD. Quem mexe com Photoshop desde os primórdios sabe que alguns desses recursos eram bem precários ou inexistentes nas primeiras versões deste programa. Além disso, para o usuário comum, é uma excelente solução, principalmente se comparado com o infantil e estagnado Paint da Microsoft, ou mesmo com a maioria dos freewares oferecidos em sites de download.

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2 de abril de 2008

"Novo" logo da Globo

Depois de ler na coluna "Controle Remoto" do jonal O Globo que no mês de abril, juntamente com a nova programação, a Rede Globo mostraria o seu novo logo, fiquei especialmente ansioso, fazendo alguns exercícios mentais, tentando imaginar para onde esta nova criação a identidade da empresa.

Alguns dias depois, a emissora começou a veicular a campanha do "Q, de Qualidade" e fiquei pensando se o novo logo seria a inserção deste elemento em volta do símbolo, que aparecia nesses comerciais, ou se um substituiria o outro. Uma ou outra idéia me pareciam ruins.

Finalmente, no Fantástico do último domingo, 30/03, o segredo foi revelado. Eu, particularmente, me decepcionei um pouco. Basicamente por dois motivos: em primeiro lugar, pela expectativa frustrada de querer ver algo novo e me deparar com algo muito similar à versão que estava sendo substituída. Aqui um parêntese: apesar da decepção, acho uma estratégia inteligente da empresa, pois uma marca forte como esta não pode sofrer uma alteração brusca, sob risco de causar um impacto negativo. Em segundo lugar, por achar que a mudança tirou o equilíbrio dos objetos da versão anterior.

Seu criador, Hans Donner, argumenta que a mudança, basicamente no retângulo de cantos arredondados, tira este elemento da proporção 4:3 para a 16:9, numa alusão ao formato de tela que será adotado como padrão na tv digital. Há também uma mudança na renderização (incidência de luz) e também nos elementos do degradée, marca registrada de Donner, e que agora são formados por microfaixas.

Enfim, não acho que trata-se realmente de um nova marca, mas de uma modernização da antiga, se é que modernizar seja a palavra mais adequada.

Veja, abaixo, o vídeo do Fantástico onde a emissora faz a apresentação da mudança.

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